29 de jul de 2011

Trava-línguas - uma para cada letra do alfabeto

Eis alguns dos trava-línguas que estou vendo com meus alunos. O livro é uma graça e eles estão amando!

 A

A Ana Banana
tão bacana
namora e gama
toda semana

A semana que a Ana 
não gama
vira um drama.

B

Um bode bravo
é uma barra!
Eo bode berra
e o bode baba
na barba.


C

A cara da Cora
quando cora
deixa claro que mais clara
do que a cara
da Cora
só a cara
da clara Clara.

D

Aos domingos
seu Domingos
deixa as dívidas,
deixa as dúvidas
e só se diverte
com dados e dominó.

 E

Entrar com um elefante
- mesmo elegante -
num edifício
é fácil ou difícil?
Mas em esboço
um elefante
- mesmo elegante -
cabe até em bolso.

...




Quem lê com pressa tropeça
Elias José

28 de jul de 2011

As três penas


As três penas

Irmãos Grimm
 
Era uma vez um rei que tinha três filhos. Dois deles eram inteligentes e sensatos, porém o mais novo, era chamado de Simplório ou Bobalhão. 
Quando o rei sentiu que estava ficando fraco, começou a pensar em deixar o trono, mas não sabia a qual filho deveria passar a coroa. Pensou muito, chamou os três filhos para junto dele e falou:
- Saiam em viagem e aquele que trouxer o mais lindo Tapete, será meu sucessor.
Mas, para que não houvesse discussão entre os três em relação ao caminho a seguir, o rei levou-os para a frente do Castelo, pegou três penas e soprou-as para o ar dizendo:
- Para onde elas voarem, para lá ireis.
A primeira voou para o oeste, a segunda para leste e a terceira caiu no chão perto do mais novo.
Assim, um irmão foi para a direita, o outro tomou a esquerda, mas ficaram zombando do mais novo que não poderia ir para lugar nenhum, porque a pena tinha caído no chão e ele teria que ficar ali no mesmo lugar.
Simplório sentou-se no chão, muito triste, mas de repente, ele viu um alçapão e resolveu abri-lo. Quando levantou a tampa ele viu que havia uma escada para baixo. Resolveu descer para ver o que podia encontrar. Lá embaixo, encontrou uma porta, bateu e ouviu uma voz que dizia:
“Donzela menina,Verde e pequenina. Pula de cá para lá Ligeiro vai olhar,Quem lá na porta está.”
A porta abriu e ele viu uma grande e gorda sapa sentada e rodeada por uma porção de sapinhos pequenos. A gorda sapa perguntou o que ele queria, ele respondeu sem graça:
-Eu gostaria de ter o mais lindo Tapete que exista, para me tornar rei. Aí a sapa chamou uma sapinha e lhe disse:
“Donzela menina Verde e pequenina Pula de cá pra lá Ligeiro vá buscar A caixa que lá está.”
A sapinha trouxe a caixa que era bem grande e a sapa gorda abriu-a tirando de dentro dela o mais lindo e fino Tapete que existia na terra e entregou-o ao rapaz. Ele agradeceu e subiu de volta.
Os outros dois irmãos, porém, julgando-se muito sabidos, não procuraram nada. Pegaram, cada um, uma pastora de ovelhas e tiraram sua grossas mantas para levar ao rei e dizer que eram Tapetes.
Quando chegaram, o mais novo estava entrando no Castelo, trazendo o maravilhoso Tapete. Quando o rei viu o Tapete, admirou-se e disse:
- Por direito e por justiça, o reino deve pertencer a ele, meu caçula.
Na mesma hora os outros dois reclamaram dizendo ser impossível ele se tornar rei. Pediram mais uma tarefa ao pai. Este lhes falou:
- Herdará o meu reino aquele que trouxer o mais belo Anel que existir.
Simplório mais uma vez desceu pela escada do alçapão e contou o que acontecera para a sapa gorda, dizendo o que precisava agora.A sapa na mesma hora chamou a sapinha e lhes disse a mesma coisa:
“Donzela menina Verde e pequenina Pula de cá pra lá Ligeiro vá buscar A caixa que lá está.”
Quando a sapa abriu a caixa, ela tirou o mais lindo Anel que já se viu, cheio de pedras e brilhantes.
Os dois mais velhos mais uma vez não se preocuparam e pegaram pelo caminho aros de uma roda e levaram ao rei. Quando o mais novo chegou com o maravilhoso Anel, o rei novamente disse que ele seria o novo rei, mas os irmãos não se conformaram e pediram uma última chance. O rei resolveu conceder o pedido, mas disse que seria a última tarefa, definitivamente. Eles teriam que trazer a mais linda Moça que encontrassem.
Simplório desceu novamente as escadas para falar com a sapa e dizer-lhe que precisava de uma linda Moça.
-Ah, disse a sapa, esta não está à mão assim, de repente, mas vais recebê-la.
Ela deu-lhe um nabo oco, com seis camundongos atrelados nele. Simplório perguntou a ela
-o que fazer com isso?
A sapa respondeu:
- Ponha uma das sapinhas pequenas aí dentro.
Ele agarrou uma sapinha e colocou-a dentro do nabo oco. Nem bem ela sentou-se, transformou-se numa lindíssima Moça, o nabo virou uma carruagem e os camundongos lindos cavalos. Ele partiu para casa. Os dois nem se preocuparam em procurar Moça bonita, levaram as primeiras camponesas que encontraram pelo caminho. Quando o rei viu as três, nem pensou, decidiu que o reino era do mais novo, por direito e por justiça.
Mais uma vez os dois gritaram que não era possível Simplório ganhar a coroa e exigiram que o reino fosse dado ao que conseguisse que a Moça escolhida saltasse através de um aro que pendia do teto do salão. Eles pensavam que as camponesas iriam conseguir, porque a outra tinha um jeito franzino e fraco.
O rei aprovou a idéia e pediu que as três pulassem. Mas as camponesas eram tão desajeitadas que caíram no chão ao pular e uma quebrou a perna e a outra o braço. A fraquinha pulou então, e atravessou o arco com leveza sem se machucar. O rei não discutiu mais e deu a coroa para o Simplório. Este, como era muito bom, deixou que os irmãos continuassem a morar no Castelo com suas camponesas, as quais passariam a fazer todo o serviço. Desta maneira todos ficaram felizes e Simplório mostrou-se um ótimo rei.

O príncipe sapo


 O príncipe sapo

Era uma vez uma princesinha que estava a brincar no bosque, junto a um riacho. Saltava, corria e divertia-se a lançar uma bolinha de ouro.
A certa altura, a bolinha rolou pelo chão e foi cair à água.
A princesinha ficou desesperada. Tinha perdido o seu brinquedo preferido! Sentou-se na margem do riacho e começou a chorar.
"Coitadinha de mim! Perdi a minha bolinha. Quem poderá ajudar-me a encontrá-la?"
"Eu posso ajudar-te!", disse alguém a coaxar. Era a voz de um sapo muito feio, com uma boca muito grande. "Vou mergulhar para procurar a tua bolinha", disse, "mas tens de prometer que me vais receber em tua casa. Vais ter de me deixar comer no teu prato e dormir na tua cama e, de manhã, vais dar-me um beijinho."
A princesinha olhou para o sapo horrorizada: quem é que aquele parvo atrevido julgava que era!
Mas como gostava tanto da sua bolinha... acabou por aceitar.
"Se me trouxeres a minha bolinha de ouro, farei tudo o que me pediste", prometeu.
O sapo saltou para a água e pouco tempo depois apareceu com a bolinha de ouro na boca. A princesinha regressou a casa toda contente e nunca mais se lembrou do sapo, nem daquilo que lhe tinha prometido.
Naquela noite, porém, enquanto estava a jantar no seu pratinho de ouro, ouviu alguém bater à porta, que disse a coaxar:
"Abre a porta princesa. Lembra-te da tua promessa!"
Mal ouviu o sapo, a princesa correu para os braços do rei, seu pai. A chorar, contou-lhe tudo sobre a bola, o riacho e o sapo. "Se fizeste uma promessa", disse o rei, "deves cumpri-la!"
E foi assim que o sapo comeu no prato da princesa e adormeceu na sua cama. Ela, por sua vez, esteve toda a noite, sem pregar olho, sentada no canto do quarto.
De manhã, mal acordou, o sapo desatou a saltar pelo quarto fora, dizendo: "Agora quero um beijinho, agora quero um beijinho!"
A princesa encheu-se de coragem. Fechou os olhos, tapou o nariz e, esticando os lábios o mais que podia, deu um beijinho ao sapo.
"Depois disto não voltarei a ver este bicho horroroso!", pensou a princesa.
E tinha razão, porque quando abriu os olhos, em vez do sapo, estava um belo príncipe, que, de joelhos, lhe disse: "Uma bruxa má lançou-me um feitiço e só o beijo de uma princesa me podia salvar."
Feliz como nunca, a princesa abraçou-o e, um dia depois, casaram-se.

"Fábulas maravilhosas", ilustrações de Paolo Cardoni, Porto Editora 

Fonte:http://www.coolkids.guarda.pt/


O lobo e os sete cabritinhos


"Era uma vez uma cabra que tinha sete cabritinhos. Ela os amava com todo o amor que as mães sentem por seus filhinhos. Um dia, ela teve que ir à floresta em busca de alimento. Então, chamou os cabritinhos e lhes disse:

- Queridos filhinhos, preciso ir à floresta. Tenham muito cuidado por causa do lobo. Se ele entrar aqui, vai devorá-los todos. É seu costume disfarçar-se, mas vocês o reconhecerão pelas sua voz rouca e por suas patas pretas.
Os cabritinhos responderam:
- Querida mãezinha, pode ir descansada, pois teremos muito cuidado.

A cabra baliu e foi andando despreocupada. Não se passou muito tempo e alguém bateu à porta dizendo:
- Abram a porta, queridos filhinhos. A mamãe está aqui e trouxe uma coisa para cada um de vocês.
Os cabritinhos perceberam logo que era o lobo, por causa de sua voz rouca, e responderam:
- Não abriremos a porta, não! Você não é nossa mãezinha. Ela tem uma voz macia e agradável. A sua é rouca. Você é o lobo!

O lobo, então, foi a uma loja, comprou uma porção de giz e comeu-os para amaciar a voz. Voltou à casa dos cabritinhos, bateu à porta, e disse:
- Abram a porta, meus filhinhos. A mamãe já voltou e trouxe um presente para cada um de vocês.
Mas o lobo tinha posto as patas na janela e os cabritinhos responderam:
- Não abriremos a porta, não! Nossa mãe não tem patas pretas como as suas. Você é o lobo.

O lobo foi à padaria e disse ao padeiro:
- Tenho as patas feridas. Preciso esfregá-las em um pouco de farinha. O padeiro pensou consigo mesmo: "O lobo está querendo enganar alguém". E recusou-se a fazer o que ele pedia. O lobo, porém, ameaçou devorá-lo e o padeiro, com medo, esfregou-lhe bastante farinha nas patas.

Pela terceira vez, foi o lobo bater à porta dos cabritinhos:
- Meus filhinhos, abram a porta. A mãezinha já está aqui, de volta da floresta, e trouxe uma coisa para cada um de vocês.
Os cabritinhos disseram:
- Primeiro mostre-nos suas patas, para vermos se você é mesmo nossa mãezinha.
O lobo pôs as patas na janela e, quando eles viram que eram brancas, acreditaram e abriram a porta.

Mas, que surpresa!!! Ficaram apavorados quando viram o lobo entrar. Procuraram esconder-se depressa. Um entrou debaixo da mesa; outro meteu-se na cama; o terceiro entrou no fogão; o quarto escondeu-se na cozinha; o quinto, dentro do guarda-louça; o sexto, embaixo de uma tina, e o sétimo, na caixa do relógio. O lobo os foi achando e comendo, um a um. Só escapou o mais moço, que estava na caixa do relógio.

Quando satisfez o seu apetite, saiu e, mais adiante, deitou-se num gramado. Daí a pouco pegou no sono. Momentos depois, a cabra voltou da floresta. Que tristeza a esperava! A porta estava escancarada. A mesa, as cadeiras e os bancos, jogados pelo chão. As cobertas e os travesseiros, fora das camas. Ela procurou os filhinhos, mas não os achou. Chamou-os pelos nomes, mas não responderam. Afinal, quando chamou o mais moço, uma vozinha muito sumida respondeu:
- Mãezinha querida, estou aqui, no relógio.

Ela o tirou de lá, e ele lhe contou tudo o que havia acontecido. A pobre cabra chorou ao pensar no triste fim de seus filhinhos!!! Alguns minutos depois, ela saiu e foi andando tristemente pela redondeza. O cabritinho acompanhou-a. Quando chegaram ao gramado, viram o lobo dormindo, debaixo de uma árvore. Ele roncava tanto que os galhos da árvore balançavam. A cabra reparou que alguma coisa se movia dentro da barriga do lobo.
- Oh! Será possível que meus filhinhos ainda estejam vivos, dentro da barriga do lobo? pensou ela falando alto.

Então, o cabritinho correu até sua casa e trouxe uma tesoura, agulha e linha. Mal a cabra fez um corte na barriga do lobo malvado, um cabritinho pôs a cabeça de fora. Ela cortou mais um pouco e os seis saltaram, um a um. Como ficaram contentes!!! Cada qual queria abraçar mais a mamãe. Ela também estava radiante, contudo, precisava acabar a operação antes que o lobo acordasse. Mandou que os cabritos procurassem umas pedras bem grandes. Quando eles as trouxeram, ela as colocou dentro da barriga do bicho e coseu-a rapidamente. Daí a momentos, o lobo acordou. Como sentisse muita sede, levantou-se para beber água no poço. Quando começou a andar, as pedras bateram, umas de encontro às outras, fazendo um barulho esquisito. O lobo pôs-se a pensar:

"Estavam bem gostosinhos
Os cabritos que comi.
Mas depois, que coisa estrranha!
Que enorme peso senti!"


Quando chegou ao poço e se debruçou para beber água, com o peso das pedras, caiu lá dentro e morreu afogado. Os cabritinhos, ao saberem da boa notícia, correram e foram dançar, junto ao poço, cantando, todos ao mesmo tempo":

"Podemos viver,
Sem ter mais cuidado.
O lobo malvado morreu,
No poço afogado."

Dona Baratinha


Dona Baratinha era muito trabalhadeira, gostava de manter sua casinha sempre limpa, arrumada e com flores nas janelas.
Um dia varrendo o sótão, encontrou três moedas de ouro. Naquele tempo, esta quantia valia muito e Dona Baratinha ficou muito feliz.
Com este dinheiro, poderia reformar a casa e comprar roupas novas. O resto do dinheiro guardou dentro de uma caixinha. Agora que estava rica e elegante, com a casa reformada e um bonito enxoval achou que estava na hora de se casar. Então, a tardinha, vestiu uma roupa bem bonita, fez um belo penteado e foi para a janela esperar os pretendentes.
O primeiro a aparecer foi o cavalo, o jovem mais fino da cidade. O cavalo achou Dona Baratinha muito graciosa. Dona baratinha então perguntou:
Quer casar com Dona Baratinha tão bonitinha e com dinheiro na caixinha?
Sim! Disse o cavalo.
Mas Dona Baratinha tinha um sono muito leve e queria saber se o cavalo roncava alto.
Como é que você faz de noite? Perguntou Dona Baratinha.
O cavalo relinchou tão forte que Dona Baratinha o recusou.
Depois dele veio o boi, o galo, o cachorro, o burro e etc.
Infelizmente todos eram muito barulhentos e não iam deixar D. Baratinha dormir.
Já estava desistindo, quando apareceu D. Ratão muito elegante e charmoso.
Ela então resolveu tentar mais uma vez. Felizmente, D. Ratão tinha uma voz suave e a noite seu ronco era fraquinho: Qui, Qui, Qui...
Dona Baratinha ficou muito satisfeita com o pretendente e ficaram noivos.
Começaram os preparativos para o casamento.
Dona Baratinha toda agitada preparava um delicioso banquete para a festa do casamento e D. Ratão ajudava nos convites. Porém D. Ratão era muito guloso e pediu a noiva que fizesse para a festa seu prato favorito, feijão com toucinho.
O feijão com toucinho que Dona Baratinha preparava estava muito cheiroso e D. Ratão ia toda hora à cozinha tentar provar um pouquinho , mas sempre tinha a lguém perto.
T udo já estava pronto, banquete, igreja e os convidados chegando.
Dona Baratinha e D. Ratão muito elegantes e felizes estavam a caminho da Igreja, porém o noivo só pensava na feijoada. Então disse para Dona Baratinha que tinha esquecido as alianças em casa, e que assim que as pegasse a encontraria na igreja.
D. Ratão voltou para casa e correu até a cozinha para comer um pouco do toucinho.
Mas na afobação, escorregou e caiu dentro da panela do feijão morrendo afogado.
Dona Baratinha ansiosa esperava na igreja o noivo que não retornava.
Horas mais tarde, muito triste Dona Baratinha e alguns convidados decidiram voltar para casa e comer o banquete.
Logo descobriram o fim trágico do seu noivo e todos lamentaram muito.
A pobre Dona Baratinha chorou a noite inteira e desde aquele dia nunca mais preparou feijão com toucinho!

Fonte: http://casadainfancia.spaceblog.com.br/94578/A-Historia-da-baratinha/

A galinha ruiva


A galinha ruiva

Numa casinha branca e bem arrumada, no campo, vivia a Galinha Ruiva com seus filhinhos. Eram três pintainhos amarelinhos e lindos. Ali perto moravam também um gato, um ganso e um porco. Todos eram amigos.
Num dia de verão, a Galinha Ruiva foi passear no campo. Encontrou um grão de trigo no chão e disse:
“-Vou plantá-lo, vai ser um lindo pé de trigo”.
A Galinha Ruiva perguntou ao gato, que ia passando:
“-Quer me ajudar a plantar o grão de trigo?” “-Eu não”, respondeu o gato.
A Galinha Ruiva perguntou ao ganso:
“-Quer me ajudar a plantar o grão de trigo?” “-Eu não”, respondeu o ganso.
A Galinha Ruiva foi então perguntar ao porco:
“-Quer me ajudar a plantar o grão de trigo?” “-Eu não”, respondeu também o porco.
“-Pois vou plantá-lo sozinha”, disse a Galinha Ruiva. Ela fez um buraco na terra e plantou o grão de trigo. Poucos dias depois a semente germinou e o pé de trigo foi crescendo, até que deu uma bela espiga.
A galinha perguntou ao gato, ao ganso e ao porco:
“-Quem quer me ajudar a colher a espiga de trigo?”
Eu não , disseram os três.
“-Então vou colher sozinha”, disse ela.
A Galinha Ruiva colheu a espiga e perguntou:
“-Quem quer me ajudar a levar o trigo ao moinho?” “-Eu não”, responderam o gato, o ganso e o porco.
“-Então vou sozinha”, disse a Galinha Ruiva. Ela pôs o trigo numa cesta, chamou seus três pintainhos e saiu em direção moinho.
O moleiro moeu os grãos de trigo e fez farinha. Colocou-a num pacote e entregou a Galinha Ruiva.
A Galinha Ruiva e os três pintainhos voltaram par casa. Ela ia carregando o pacote de farinha na cesta.
No meio do caminho a galinha já estava cansada. Por isso sentou-se debaixo de uma árvore para descansar.
O gato, o ganso e o porco, que estavam ali perto, vie ram fazer troça e caçoar da galinha.
A Galinha Ruiva perguntou aos três:
“-Quem quer me ajudar a fazer o pão?”
“Eu não”, os três ao mesmo tempo.
“-Então vou fazer o pão sozinha”, disse ela.
“-Agora quem quer me ajudar a assar o pão?”, perguntou a Galinha Ruiva, quando a massa já estava bem crescida.
“Eu não”, respondeu o gato.
“Eu também não”, disse o ganso.
“Nem eu”, disse o porco.
“Pois vou assá-lo sozinha”, disse a Galinha Ruiva.
“Ela acendeu o forno e, quando ficou bem quente, pôs lá dentro a fôrma com o para assar. Os três pintainhos estavam ali perto, olhando curiosos”.
Assim que o pão ficou bem assado, a Galinha Ruiva tirou-o do forno e pôs na beira da janela para esfriar, O pão-doce estava corado e bonito. Dava água na boca! Os pintainhos esperavam a hora de provar um bocadinho.
O gato, o ganso e o porco estavam ali por perto. Sentiram o cheiro delicioso do pão assado e vieram correndo. A Galinha Ruiva apareceu na janela e perguntou:
“-Quem quer me ajudar a comer o pão?”
“-Eu quero!”, respondeu o gato. “Eu também quero!” , disse o ganso. “E eu também!” , gritou o porco.
Os três já iam entrar na casa, mas a Galinha Ruiva fechou a porta e disse:
“-Vocês n me ajudaram a plantar o grão de trigo. Vocês não regaram, nem colheram, nem levaram ao moinho .“
“Vocês também não quiseram me ajudar a fazer o pão e assá-lo. Agora vocês não vão comê-lo. Eu fiz tudo sozinha, agora vou comer o pão com meus pintainhos.”
E foi isso mesmo que a Galinha Ruiva fez.

João e o pé de feijão



João e o pé de feijão

Era uma vez uma pobre viúva. Ela tinha  um  filho  muito  rebelde  e esbanjador. O seu pai tinha sido um homem muito rico, até que um dia  um gigante roubou sua harpa mágica e a galinha dos  ovos  de  ouro.  O  pai morreu pobre. O pouco que restou o menino acabou com tudo,  por  ser  um grande esbanjador.
A única coisa que sobrou foi uma vaquinha. Um dia não tendo  mais  o que comer, a mãe pediu ao menino:
– Vá à cidade e venda nossa vaquinha para que possamos comprar pão.
Assim o menino foi levar a vaquinha ao mercado. No caminho encontrou  um açougueiro que lhe propôs:
– Troco sua vaca por uns grãos mágicos de feijão. O que acha?…
João achando que fosse uma grande oferta, acabou aceitando.
Quando o menino chegou a casa, a mãe ficou furiosa com a troca que o menino havia feito. Ela pegou os grãos de feijão e os jogou pela janela.
A mãe foi dormir chorando porque não tinham o que comer.
Na manhã seguinte, João acordou bem cedo e  com  muita  fome.  Ficou espantado quando viu um pé de feijão tão grande que chegava ao  topo  do céu. João que gostava de aventuras resolveu subir nele.
Depois de subir algumas horas encontrou um castelo entre as  nuvens.
A porta do castelo estava  aberta  e  ele  resolveu  entrar.  Dentro  do castelo encontrou o malvado gigante dormindo. Era o  mesmo  gigante  que tinha roubado a harpa mágica e a galinha dos ovos de ouro.
O menino foi até a outra sala do castelo e encontrou a harpa  mágica e a galinha dos ovos de ouro. Quando o menino pegou a harpa e a galinha, esta começou a cacarejar e o gigante despertou com o barulho.
O gigante ainda conseguiu ver o menino fugindo. O menino desceu mais que depressa pelo pé de feijão. O gigante foi atrás, mas como não  tinha a mesma agilidade, o gigante não conseguiu alcançar  João.  Quando  João desceu ele pegou um machado e cortou a árvore.
A árvore caiu e o gigante levou um tombo muito grande. Com a queda o gigante acabou morrendo. João contou a aventura para sua mãe  que  ficou muito orgulhosa com a coragem do menino.
De posse da harpa mágica e da galinha dos ovos de ouro, João  e  sua mãe nunca mais sentiram fome. E Viveram felizes para sempre.

Centena





27 de jul de 2011

Selinho...

Ganhei este selinho da amiga Bety... Obrigada!!!